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Fim de festa na Arena

Renato tem boas chances de ir para o Flamengo, duvido que o Grêmio já não cogite algum plano B. O time voltou a jogar pouco, a acusar a grave falta de um bom centroavante e a garantir-se na defesa porque ali estão Kannemann, Geromel e o goleiro Paulo Victor, além de contar com as sempre perigosas pontadas de Everton. O pessoal parece desmotivado, mais ainda agora que terá de se conformar em classificar-se atrás do Inter. Mesmo assim, confio em vaga direta na Libertadores, onde tradicionalmente o Tricolor se sai melhor.

Há 40 anos

Se for campeão ano que vem – e entrará como um dos candidatos –, o Inter terá completado 40 anos sem um título brasileiro. O recorde, entre os grandes clubes, não é colorado: o Atlético-MG ganhou em 1971 o primeiro Brasileirão de verdade. E só, faz 48 anos. Já o Palmeiras festeja o hexa. Mas não foram dez títulos? Invenção da CBF: em 1967, por exemplo, o Verdão venceu o torneio Roberto Gomes Pedrosa e a Taça do Brasil. A imaculada entidade do nosso futebol chegou ao absurdo de agraciá-lo com dois títulos brasileiros – no mesmo ano!

Não vejo como

O Grêmio fora do G-4? Começa que o instável time do São Paulo, capaz de ter a melhor campanha do primeiro turno e uma das piores do segundo, precisaria vencer duas vezes, ontem contra o Sport e domingo, contra a Chape. Ao Grêmio caberia perder para o esquálido, muito jovem e despreparado time do Corinthians, desmontado em gordas parcelas após os títulos do Paulistão e Brasileiro em 2017, de novo o Paulistão em 2018, na final em cima do poderoso Palmeiras. Mesmo nesse ritmo de fim de festa, o Tricolor deve manter-se na quarta posição.

Nico é outro Nico

Nem Pottker, nem Jonathan, nem mesmo Damião, que mais não jogou do que jogou e deve sair em 2019. Não tem para ninguém: Nico López tornou-se o bom e indispensável atacante que o Inter precisava. Mérito de Odair, que injetou confiança, corrigiu detalhes e transformou o uruguaio em titular absoluto. O poder de fogo ficou demonstrado contra o Fluminense, com ajuda de D’Ale e suas assistências. Penso que eles foram os dois únicos destaques do jogo.

A catástrofe do Ju

Cair para a série C, com uma campanha ridícula, não bastou para o fraco time do Juventude. Não: precisava de um grand finale, em pleno Alfredo Jaconi. Levar 4 a 0 do CSA e não ter do que reclamar… é dose! Ano que vem, o acesso virou obrigação. Já o Brasil, longe de Pelotas, derrotou o Goiás e encerrou bem sua forte recuperação, iniciada após a chegada de Rogério Zimmermann. Bons presságios para o próximo ano, com ensaio-geral no Gauchão.

Pitacos

*** Ceará e Santa Catarina podem ter dois clubes cada na série A, em 2019. Pernambuco, zero, Paraná, um, Bahia também. O Rio corre risco de ficar só com três.

*** Haveria quem votasse em Lisca, autor de produtivo trabalho no Ceará. Mas o técnico-revelação deste Brasileiro só pode ser Odair Hellmann.

*** Jogar com torcida única resolve? Na Argentina, sabe-se que não.

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