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Os gaúchos no pódio

Algum colorado ou gremista está satisfeito com seu elenco? Claro que não, nem poderia. Ambos têm carências, que se refletem no campo. Só que, mesmo assim, após 32 rodadas a dupla se mantém entre os cinco primeiros. Como explicar? Ora, a irregularidade é norma entre os 20 clubes, em campeonatos longos ela se manifesta cristalinamente, ainda mais quando metade deles disputa competições paralelas, optando por times alternativos no Brasileirão. Melhor seria se um dos gaúchos chegasse ao título, mas parece que, para 2018, batemos no teto. Podemos festejar.

Um novo Douglas

Sim, o Grêmio precisa. O Grisalho está inexoravelmente proscrito pelo tempo, há que ter alguém – no grupo e no time – para ocupar sua posição. Aliás, um autêntico camisa 10 é algo raro no futebol de hoje. Alguém que tenha intimidade com a bola, que não erre passes, que saiba lançar por mais de 40 metros, que finalize à média distância ou penetre na área trocando bola com um atacante até o gol. Haverá que ter muita pesquisa e um bom dinheiro para trazê-lo. Mas precisa vir, tanto quanto um centroavante. Sem eles, o Grêmio não joga.

Chega de teatro

Os gremistas que me desculpem, mas tiveram a melhor das chances de chegar à final da Libertadores, da forma como este colunista e metade dos brasileiros supunham: no pé de Everton, que inexplicavelmente desperdiçou. O resto foi figuração. O Grêmio tinha de ir à luta no tapetão, embora sabendo que estaria perdida. Uma encenação foi patrocinada por coleguinhas das rádios, sem assunto no feriadão, tocando pilha na torcida. E a maior de todas foi o teatro da Conmebol, postergando, por horas intermináveis, uma decisão que já tinha desde o primeiro momento.

Reserva de qualidade

Quem bateria um pênalti, àquela altura do jogo, com a frieza, a força e a direção que D’Alessandro imprimiu na bola? Creio que Odair Hellmann achou a fórmula de bem aproveitar as virtudes do craque – dando-lhe a liberdade de circular do meio para a frente, distribuindo passes certeiros, cobrando faltas, chutando a gol… Só não lhe peçam a velocidade e a constância de um marcador como Dourado, por exemplo. D’Ale é como remédio: usando demais não fará bem. Na dose exata – que tal uns 75 minutos em campo? – dá o toque de classe que qualquer time precisa.

Pitacos

Geromel foi o nome do jogo. Como julgo que, com Kannemann e Dedé do Cruzeiro, são os melhores zagueiros em atividade no Brasil, que nota daríamos à zaga titular do Grêmio?

*** Duras e merecidas as penas impostas ao técnico do River. Servirão de exemplo para o próximo bagunceiro que surgir no futebol sul-americano.

*** O VAR não resolve tudo, mas erros crassos ele corrige. Futebol de primeira linha não pode prescindir do equipamento.
*** Com o tempo, as decisões ficarão mais rápidas, sem aquela demora, enervante para todos, torcedores e secadores.

*** Alguém vai perguntar: Jean Pyerre pode ser o 10 do Grêmio? No Gauchão vamos saber.

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