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No torneio da ruindade, 25 a 21

Hoje ainda haverá seleções estreando, embora sem maior expressão. Mas sábado já tinha gente vendo com bons olhos o Brasil em segundo lugar na chave, afastando o risco de encarar a Alemanha na fase seguinte. Não foi o planejado – ficar atrás da Sérvia, vamos combinar… – nem seria um mau momento para vingar os 7 a 1. A estreia dos alemães contra o México mostrou um desempenho no ataque pior do que o brasileiro frente à Suíça: foram 25 conclusões e zero gol, contra 21 finalizações para um golaço de Philippe Coutinho. Pouquíssima eficiência de dois dos – ainda – favoritos.

Alisson falhou no gol

Erro coletivo? Sim, meia dúzia de defensores não conseguiu marcar um atacante suíço, isolado entre eles. Uma falta em Miranda (foi?) não justificaria, outro brasileiro deveria intervir. E essa responsabilidade cabia a Alisson. A bola não pode atravessar a pequena área daquela forma, sem que o goleiro se antecipe, lhe dê um feroz soco e afaste o perigo. Poucos sabem fazer – antecipar-se ao lance –, mas enquanto joguei na posição aprendi que bola na pequena área é prioritariamente do goleiro. Aquela, nascida de um escanteio qualquer, claramente era dessas.

Cadê as grandes favoritas?

Alemanha, Argentina, Brasil, pelo tamanho de cada decepção, um a um três gigantes da Copa foram-se vergando, frente a equipes inferiores tecnicamente, mas eficientíssimas em suas propostas. Quem melhor fez obteve vitória magra, um golzinho ao final, como os medianos Uruguai, Sérvia e Inglaterra. A França agradece a vitória ao árbitro de vídeo, que se torna indispensável em jogos de futebol, mesmo ainda dando margem a interpretações. Uma seleção que corresponde ao entusiasmo de sua torcida é a da Bélgica, que vejo como a primeira a garantir sua classificação.

E os grandes craques?

Presume-se que os melhores jogadores do planeta, entre eles muitos atacantes, estejam quase todos na Rússia. Só queria saber onde ficaram os seus gols, sua genialidade. Porque à exceção de CR-7 e do belga Lukaku, ainda não se apresentaram. Às vezes penso que estou vendo Copa do Brasil – não tem jogo fácil, embora o abismo entre os rivais. Bem, ao nosso Neymar e a Tite caberá comandarem a seleção em uma convincente vitória sobre a Costa Rica, às 9h de sexta-feira. Antes disso, Messi terá sua chance contra a Croácia, os alemães contra a Suécia. Se não vencerem…

Técnicos que não dançam

Eles quase não ganham. Nos últimos seis jogos do Brasileirão, suas equipes somaram uma esquálida vitória cada uma. Posso me enganar, mas a crer na filosofia das diretorias de Atlético-PR e Corinthians, Fernando Diniz e Osmar Loss ultrapassarão em segurança o período da Copa. Voltarão com alguns reforços, após muito treino, jogos amistosos – o Timão terá dois contra o Cruzeiro, entre eles outro contra o Grêmio, em Cuiabá. Na volta a exigência será total, vitórias terão de vir, se não filosofia alguma resiste.

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