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Inter: chance real de título

Faça as contas e veja quantos famosos treinadores, dirigindo renomados craques, passaram pelo Inter desde 1979. Quem diria, coube ao pouco conhecido Odair Hellmann abraçar um clube recém-chegado da série B, remontar um elenco com os nomes que a diretoria, preocupada com as contas, penosa e meticulosamente garimpou, e conduzi-lo até onde está: a liderança do Brasileirão, após 24 renhidas rodadas. Nada ganhou ainda, na verdade nem dá para apostar, restando 42 pontos em disputa. Mas duvido que, ao início do ano, alguém sonhasse com algo mais do que estar no G-6.

E Renato não perde a pose…

Seguro como deve ser um comandante, impávido e desafiador, Renato surgiu para entrevista após o jogo – que, em sua exclusiva visão, seu time poderia ter vencido. Não penso assim, nem mesmo a maioria da torcida gremista. O Grêmio foi do tamanho que poderia ser, com dois seriíssimos desfalques – a defesa sem Kannemann vacilou, o ataque sem Everton não existiu, Luan e Ramiro jogaram pouco, sobrou a vontade dos dois garotos que entraram no final. É ruim perder Grenal, mas sábado a reabilitação já começa, contra o Paraná. E prossegue dia 18, em Tucumán.

O Brasileirão mais valioso de todos

O Inter foi campeão em 1979, sem perder um jogo sequer. Outros tempos, uma fórmula ridícula, com 94 disputantes em chaves regionais. De grandes clubes, enfrentou somente Grêmio, Cruzeiro – uma vez cada – Palmeiras e o Vasco (na final). Bem diferente será neste de 2018, um campeonato de verdade, com jogos de ida e volta, todos contra todos. Os rivais capazes de se atravessarem no caminho colorado são exatamente os que o seguem, até o quarto colocado Flamengo. Creio que não dá mais tempo de surgir algum outro, atropelando por fora, esse é o páreo.

Alô, Tite

Não vejo sentido em desfalcar clubes brasileiros durante as competições que disputam. Mas já que a CBF não teve pena, que pelo menos Tite tenha a clarividência de aproveitar o treino de hoje contra El Salvador. Troca o goleiro, testa Militão em uma lateral, Alex Sandro na outra, Arthur como volante, mantém Neymar e Coutinho para darem consistência ao time. E, sobretudo, põe Everton e Paquetá a jogarem desde o início. É isso, com direito a retoques ao longo do jogo.

Pitacos

*** Com o Xavante já estava ruim, com o Ju também no rumo da série C, pior ainda. Considero que dirigentes de clube do Interior são heroicos. E que a grenalização do futebol gaúcho tem tudo a ver com essa crise.

*** Volta, Kannemann! O golaço de Edenilson, em cruzamento perfeito de Uendel, enfatizou a falta que faz o zagueiro argentino. Havia uma floresta de gremistas na área – nenhum capaz de marcar Edenilson. Gol.

*** Grenal bem arbitrado, mediocremente jogado, indiscutivelmente vencido pelo melhor time. *** Por que Luan não mostra mais seu grande futebol? Ora, é selecionite, o mal que acomete quem esteve lá e fica fora de convocações.

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