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Damião, um ídolo?

Claro, por mais que se esforce Leandro Damião nunca será um craque. Faltam-lhe recursos técnicos, aquela percepção antecipada da jogada seguinte, a aura que cerca nossos melhores jogadores. Craque não, ídolo, sim senhor. Ou alguém que marca uma centena de gols por um time não é digno de ser alçado a essa condição? Amor e ódio são vizinhos próximos: já vi Damião ser vaiado estrepitosamente, assim como domingo foi triunfalmente consagrado pela torcida, ao resolver o jogo e levar o Inter à vice-liderança do Brasileirão. Título eu acho difícil, G-6 é uma realidade.

O pior momento do Grêmio

As sensatas opções que Renato andava exercendo, usando reservas em jogos do Brasileirão, vinham bem demais. Na Libertadores, adversários modestos e geralmente reduzidos a dez em razão de expulsões, não faziam frente a máquina tricolor. O torcedor, muito justamente, sonhava com os dois títulos. Até domingo, quando a merecida vitória do Palmeiras chamou o Grêmio à realidade: há um elenco mais forte do que o dele, oito pontos à sua frente. E justo na hora em que o poderoso River surge no horizonte, perde Ramiro, Everton e agora Luan. Superação será a palavra de ordem.

Via crucis

Na série B, Juventude e Brasil de Pelotas se alternam torturando suas torcidas. A do Xavante respira aliviada, depois que Rogério Zimmermann voltou. E hoje tem chance de decolar para longe da Z-4: basta vencer ao Atlético-GO, no Bento Freitas. Desnecessário lembrar a importância de lotar o estádio e incendiar o time. O Ju, depois da sapatada que levou em casa do Goiás reagrupa forças para, no sábado, iniciar uma recuperação contra o Vila Nova. Difícil, mas para quem está em penúltimo lugar, a oito rodadas do final, não há escolha. Tem que vencer e vencer mais ainda.

Agora, a Argentina

Depois daquele ridículo jogo-treino contra a Arábia Saudita, hoje o Brasil enfrenta a Argentina – sem Messi, o que se não fosse a rivalidade a tornaria um adversário comum. Tite que aproveite bem a chance de testar jogadores. Na próxima convocação, daqui a um mês, quem joga no Brasil precisará ficar de fora: com Libertadores e Brasileirão vivendo momentos decisivos, será imperdoável desfalcar nossos clubes, ou simplesmente desgastar seus principais jogadores. A conta pode demorar, mas chega.

Futebol elitista

Há três semanas o Corinthians reuniu 40 mil torcedores em treino preparatório à decisão contra o Flamengo. Hoje o número deve se repetir: já na madrugada de ontem, uma fila quilométrica se formava entre a Arena e a passarela que a liga ao Shopping Itaquera. Uma lata de leite em pó era trocada por um ingresso para o treino, na véspera da final da Copa do Brasil, contra o favorito Cruzeiro. Conclusão: futebol virou um espetáculo para as elites. Quase todo esse público vai lá para conhecer a majestosa casa do Timão. Pobres e comodistas ficam como eu, de olho na tevê.

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