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A Recopa já virou obrigação

Depois de sucessivos fracassos no Gauchão, ganhar a Recopa é um compromisso do qual o Grêmio não pode escapar. Ainda bem que após o empate em Avellaneda o caminho ficou aberto – benditos zagueiros do Lanús na Libertadores e agora do Independiente, que gente tão bondosa! Não será fácil, menos pela força do adversário, ou pela pressão quando a Arena rugir. O problema é, sim, a ausência de um atacante fazedor de gols. Difícil criticar a administração Bolzan, mas há dois meses o Tricolor voltou de Abu Dhabi e já se sabia da deficiência. Agora se tornou crônica.

Um nome a zelar

O Gauchão pouco importa, costumam dizer os gremistas, quando envolvidos em qualquer outra competição. Pois é, mas que tal ser rebaixado em tão desprezado campeonato? Impensável, diria o colunista, impossível, gritam as estatísticas, inaceitável, pensa qualquer torcedor. Até pode, mas não deverá acontecer. Dá tempo de se concentrar na Recopa, depois voltar e resolver a questão regional. Só fica claro o seguinte: o elenco gremista não bastará para disputar a Libertadores e o desgastante Brasileirão.

Cuidado com o Remo

Não será como em 2014, quando um Inter avassalador fez 6 a 1. Não: o Remo é uma ameaça concreta a enfrentar na Copa do Brasil. A viagem é longa, os desfalques são importantes, o futebol foi pequeno em Rio Grande, uma fumaceira semelhante a que encontrará em Belém. Estão à venda 35 mil ingressos, a preços promocionais. Domingo o Remo usou oito reservas e perdeu por 3 a 2, fora de casa, pelo Paraense. Amanhã (às 19h30min), se a vitória não vier, virá o drama dos pênaltis. Nem pensar.

Gratidão exemplar

Após recuperar-se de contusão gratuitamente, ao longo de meses, no CT do clube, de ser contratado e depois, a seu pedido, liberado também de graça ao Grêmio, o lateral Edilson achou uma forma de agradecer ao Corinthians: lascou uma reclamatória na Justiça do Trabalho pleiteando, entre outros itens, adicional noturno e horas extras. Faz tempo que digo: futebolistas não são trabalhadores comuns, ganham muito em pouco tempo. Precisam ter uma legislação justa, mas adequada à realidade do cotidiano do futebol. Senão, enquanto eles enriquecem, os clubes vão falindo.

Pitacos

*** Douglas Costa confessa que o Grêmio jogou para não ganhar do Flamengo – e dar o título do Brasileirão ao Inter – em 2009. O presidente era Duda Kroeff, a torcida vibrou com a derrota (2 a 1), salvaram-se todos.
*** Tem gol onde, Antônio Augusto? Imagino a faceirice, se vivo fosse, do saudoso plantão esportivo que marcou época no rádio gaúcho: seu neto João Pedro Mayer dos Santos é fã de futebol. Mais faceiro, somente o colunista: com 12 anos, o garoto é assíduo leitor desta coluna, como escreve seu pai, craque do Direito Eleitoral.
*** Sim, foi falha primária de Paulo Victor no gol da derrota contra o Veranópolis.
*** Amanhã a dupla Grenal precisa vencer. E convencer – já está mais do que na hora.

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