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A dois dias da Copa

O que você tem sentido nas ruas, nos seus grupos de amigos? Em relação ao País, desalento, decepção, pessimismo. Quando se fala em seleção, de tantas copas que acompanhei, nunca percebi tão pouca vibração. Seria o contágio do sentimento de que, no Brasil, nada dá certo? Ou o futebol ainda conseguiria ser nossa fonte de alegria? Bem, vamos nos restringir ao campo: contra a Áustria, que exibia longa invencibilidade, a vitória veio ao natural. Mas fundamental foi a vontade do time brasileiro: quantos craques consagrados, obedientes ao comando de Tite, obstinados em buscar a vitória! Deposito nesse espírito a minha torcida pelo hexa.

Festão sim, mas futebol…

A estreia brasileira será apenas no domingo (15h), e a Suíça promete dar trabalho. Mas também quero ver a festa de abertura quinta-feira, mais pela grandiosidade do evento do que pelo jogo programado. A Arábia Saudita, bem se sabe, somente em algum feliz contragolpe poderá salvar-se da derrota, mesmo que a seleção anfitriã não entusiasme sequer aos próprios russos. Paradoxalmente, é o urro do estádio lotado que pode empurrar a Rússia e transformar a partida em uma movimentada disputa, apesar da pouca técnica que provavelmente se verá em campo.

Ainda tem jogo

Há uma rodada inteira para o final da primeira de três etapas do Brasileirão. Embora a mim não convença, pelas circunstâncias de suas cinco vitórias seguidas, por enquanto o Fla tornou-se inalcançável. A reação do Atlético-MG levou-o a uma posição mais coerente com o seu investimento. O São Paulo tem hoje a chance de fazer três pontos contra o Vitória. E a dupla, logo abaixo deles na tabela? Em casa, o Inter deverá sofrer menos contra o Vasco; quanto ao Grêmio, é preferível pegar o Sport no Recife, porque este se imporá a obrigação de atacar e abrirá espaços. Falta saber o quanto a falta de Everton irá minar as chances de vitória tricolor.

O Brasileirão da irregularidade

O mesmo Palmeiras que vem aqui e faz 2 a 0 no Grêmio, quatro dias depois sobe a Fortaleza e cede um amargo empate ao pobre Ceará. O Cruzeiro tem um elenco generoso, mas não engrena – levou 2 a 0 da Chape. O Atlético-PR, com seu futebol elegante, hoje habita a Z-4. O Santos é um claro exemplo de irregularidade: um dia leva cinco, em outro ganha de cinco… O verdadeiro potencial dos 20 clubes irá mesmo aparecer algumas semanas depois da Copa: até lá alguns serão desmontados pela janela europeia, reforços chegarão, todos poderão treinar e só então se verá.

Com D’Ale ou sem?

Sem D’Alessandro, o Inter somou quatro vitórias e três empates em sete jogos desde o Grenal e deu um salto na classificação. Sente-se a falta do argentino quando se vê o time engasgado, entre um meio de campo que cria pouco e um ataque dependente dos erros adversários. Não quando se comparam os resultados, com ele e sem ele. D’Ale deve jogar sempre? Hellmann precisa usar essa pausa para solver o enigma.

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